Apollo Theater celebra os 50 anos de Beatles no USA com show mediano

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Apollo Theater celebra os 50 anos de Beatles
no USA com show mediano

Por Marco Antonio Mallagoli

Por conta das festividades da chegada dos Beatles ao USA a “NYCFAB 50” do meu amigo Charles Rosenay!!!, organizou uma serie de shows no Apollo Theater em New York, um dos mais antigos teatros da cidade, reduto do pessoal da “Motow” e que teve shows com John Lennon e Paul McCartney na carreira-solo, infelizmente separados.

chamada-netAnuncio do show na Internet

Os shows foram organizados de forma a concorrer com a “Beatlefest” da qual participamos, mas na quinta-feira, 06/02/2014 quando nosso grupo chegou a New York, tínhamos a noite livre e daí fomos prestigiar esse show que se chamou “Twist and Shout”.
Uma pena que os dois não se uniram e fizeram uma festa única, mas tinha publico para todos os gostos. Mas estou cansado de ver esse filme.

Não sei se por causa da neve – demoramos mais do que o previsto para chegar ao Teatro, que estava cheio, mas não lotado e onde sentamos tinha muitos lugares livres.
Uma pena.

IMG_4269Nosso grupo antes do show

Mas logo percebi o porquê disso. Apesar de alguns nomes fortes dos anos 50/60 como a cantora Lulu, Mary Wilson, Lloyd Price e Dionne Warwick(que não apareceu), haviam mais nomes , pelo menos para mim desconhecidos e vi que vários deles amadores.

ingresso-netIngresso

A produção se descuidou e entre cada artista ficava até 3 minutos com o palco escuro e sem nada acontecer o que deixou a plateia meio que aborrecida.
A banda da casa, muito boa e competente, mas nenhum musico se destacou, apesar de alguns tentarem, mas sem sucesso.
Antes de todos os artistas, eles anunciavam: O NYCFAB50 orgulhosamente apresenta- daí falava todos os prêmios que o artista ganhou na vida, e um breve histórico de sua carreira, o que em alguns casos levava um tempo desnecessário, mesmo porque o publico que estava no teatro sabia quem eram os artistas. Ficou enfadonho.

folheto-01netCapa do folheto do show

Mas vamos ao show.
Entre todos os artistas que se apresentaram pelo menos para mim o grande destaque foi a “Lulu”, que fez o que eu aguardava desde os anos 60, cantou uma versão de “To Sir With Love” muito igual ao disco original, sem enfeites e invenções e como o show era em homenagem aos Beatles cantou “Shout”, um hit dela e que os Beatles tocaram ao vivo no programa de TV – “Around The Beatles”.
Ela disse que ainda nos anos 60, um dia viu na TV John e Paul em um programa inglês julgando musicas (Thank You Lucky Stars?) e que eles citaram essa musica dela (“Shout”) como uma de suas gravações prediletas e isso para ela foi o maior elogio que ela recebeu na vida.
Com a apresentação dela, que foi quase que no final, para mim valeu todo o show.

lulu-netA cantora Lulu, o grande destaque

“Lloyd Price” foi em parte destaque, pois entrou no palco com alguns músicos de sua banda e cantou “Stagger Lee” seu grande hit dos anos 50, outro sonho realizado para mim, mas ele podia ter parado por ai.
Resolveram tocar “Hey Jude” para ele cantar e daí foi um desastre.
Pelo que eu vi, ele nunca ouviu a musica na vida, pois ele não sabia a letra, a melodia e entrava errado fora do tempo, mesmo com um coro tentando acertar a musica, um verdadeiro desastre. Ele saiu do palco na metade da  musica e eles encerraram a musica por ai, sem terminar.Pelo jeito nem ensaio teve.

A cantora “Margot Ross Williams” foi outro destaque, cantou “Chains” e “Baby It´s You” nos arranjos originais e com muito vigor e energia, sem gritar. Cantou como se deve cantar muito bom.

folheto-02netFolheto interno do show com os "artistas"

Chamaram ao palco um dos integrantes da peça “Let It Be”(do cast de New York), o “Paul McCartney” que se chama “Graham Alexander” que cantou ao piano, sem banda, a musica “Oh! Darling” e foi um dos bons momentos do show.

“Mary Wilson” cantou uma musica que eu não conhecia e saiu – ela tem com as Supremes pelo menos uns 10 hits bem conhecidos – não cantou mal, mas não empolgou e o grande furo da noite foi a “não presença” de Dionne Warwick, talvez uma das mais aguardadas pelo grande publico, mas ninguém se manifestou por isso.
Nem eu, pois foi um show longo demais – mais de 3 horas e sem a dinâmica de um verdadeiro show, com pouquíssimos momentos bons.
Não vou nem comentar de outros “artistas” (veja folheto com as fotos e nome de todos), pois teve cantoras gritando, estilo esse programas de calouros atuais,  e a abertura foi com um cara – Charlie Guitar - que eu não sabia se ele estava tocando ou aprendendo a musica “You Really Got A Hold On Me” naquele momento. Um vexame.

IMG_4273Nosso grupo na saida do show

Valeu pelo sonho de ver a Lulu e por ter estado no famoso Apollo Theater e pela companhia.
Em tempo – ninguém cantou a musica “Twist And Shout”, embora esse fosse o nome do show.